segunda-feira, 17 de abril de 2017

Para uma breve história de uma soberania fictícia – 1

Unamuno dizia que “o povo português tem, como o galego, fama de ser um povo sofrido e resignado que aguenta tudo sem protestar mais que passivamente”. A explosão social de 1974/75, liberta do espartilho estatal confirma o que disse o mesmo filósofo “no entanto com povos assim, há que ter cuidado. A ira mais terrível é a dos mansos”.

A soberania verdadeira verifica-se quando a ira sai à rua para varrer capitalistas, criadores de atraso e pobreza e despejar a classe política na mesma lixeira da História.

Sumário
1 - O que é a soberania?
2 - Traços condutores de uma estratégia defensiva
3 - A arguta avaliação de David Ricardo
4 - As invasões francesas e a separação do Brasil
5 - Monarquia liberal, ma non tropo e tutelada
6 - Um século de corrida às colónias

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1 - O que é a soberania?

Há quem considere como essencial a soberania nacional. Quem assim pensa está agarrado ao mundo erigido pelas forças do capitalismo no século XVII, quando as burguesias nacionais procuravam aprisionar a população de um território tomado como sua propriedade, para a vocacionar para a obediência no trabalho e na guerra.

Essa ideia correspondia a que os trabalhadores e os pobres de um estado-nação deveriam esforçar-se para o engrandecer, embora isso apenas correspondesse ao enriquecimento dos capitalistas, das famílias reinantes e suas clientelas.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Se falta uma politica de habitação onde está a justificação para o IMI ?


Está a abrir a primeira época da colheita do IMI deste ano. Em dez anos a sua receita mais que duplicou enquanto os rendimentos do trabalho aumentaram 20%. Democracia ou cleptocracia?


1 – Incumprimento constitucional

O subdesenvolvimento pode definir-se através de três caraterísticas. Empresas estrangeiras que controlam o essencial da economia; capitalistas autóctones entregues a atividades de menor rendabilidade e dependentes de baixos salários; um regime político oligárquico que, mesmo quando adornado com leis e eleições, funciona na base da excepção, da manipulação e da repressão, aplicadas por aparelhos de estado ávidos agentes da punção fiscal.

domingo, 26 de março de 2017

How the financial system captures Humankind through debt (concl.)

Capture is a form of violence. A debt that is based on capture is illegitimate, even if it is accepted by the political classes, where absent-minded and corrupt people cohabit.  Counting only the derivatives created by the financial system, each human being’s share is $125000; and even if they’d be satisfied with just the interest, at a rate of about 3%, each human being would have to contribute, on average, with $3750 towards the fattening of the financial capital.

Read previous papers here: first and second

Contents

4 – Illegitimacy regarding the debt’s constitution devices
5 – The debt’s unsustainability
5.1 – The Portuguese debt’s unsustainability  


quinta-feira, 16 de março de 2017

Um internacionalismo do século XXI, contra o capitalismo e o nacionalismo (3)

Uma vez que o capitalismo vem dispensando as nações, é tempo de dispensar o capitalismo, de construir redes rizomáticas globais, com alicerces locais, assentes no conhecimento mútuo e em práticas democráticas de decisão. Tempo de praticar a escalada que começa na indignação, passa pelo protesto, pela mobilização, pela organização, pela desobediência até se chegar à revolta.

Sumário

1 - Uma (des)ordem económica e política
2 - A globalização é um processo
2.1 - Como o capitalismo vem cavalgando a globalização
2.2 - A instituição de um estado de excepção generalizado
3 - Os grandes promotores do desastre
3.1  - As ameaças vindas das classes políticas
4 – A leitura do contexto.
4.1 - As alternativas possíveis e as desejáveis
4.2 – O desenvolvimento do espirito do fascismo

4.3 – Um novo internacionalismo, precisa-se!

(primeira parte deste texto aqui e a segunda, aqui)


quinta-feira, 9 de março de 2017

How the financial system captures Humankind through debt (2)

That debt ascribed to us by the financial system and the political class is not ours. It is illegitimate because nothing to the people’s benefit comes from it, and to accept it is to legalize the robbery of our future.
Contents

0 – Introduction
1 – The parties’ free will
2 – A primordial political illegitimacy  
3 – Illegitimacy as to the objective  
3.1 – Occultation, the mother of all swindles
3.2 – Conditions for evaluating legitimacy


domingo, 5 de março de 2017

Um internacionalismo do século XXI, contra o capitalismo e o nacionalismo (2)

O nacionalismo é uma doença infantil; é o sarampo da Humanidade.
                            Albert Einstein

Sumário
1 - Uma (des)ordem económica e política
2 - A globalização é um processo
2.1 - Como o capitalismo vem cavalgando a globalização
2.2 - A instituição de um estado de excepção generalizado
3- Os grandes promotores do desastre
3.1 - As ameaças vindas das classes políticas
4 – A leitura do contexto.
4.1 - As alternativas possíveis e as desejáveis
4.2 – O desenvolvimento do espirito do fascismo
4.3 – Um novo internacionalismo, precisa-se!

(primeira parte deste texto aqui)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

How the financial system captures Humankind through debt (1)

Debt, in becoming perpetual, is transformed into an income that feeds capitalistic parasitism. Regardless of the debt being the one subscribed by us, or the one labeled as public and endorsed to us by the political class, by order of the financial system.


Contents
1 – From currency to debt and the role of the State
2 – How to build debt and its meek acceptance
3 – Capitalism does exist, it is best not to forget
4 – The role of States in the financial system’s fattening


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1 – From currency to debt and the role of the State

There has been a long epoch where debts were part of the naturally occurring exchanges between people seeking to satisfy their needs, within the interaction context amongst members of the same community, and where usury was not part of their way of thinking.  Debts were part of the natural imbalances within the community, and had no role as differentiating and autonomous elements of domination of creditors over debtors; credits as assets and debts as liabilities. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O grande problema chama-se capitalismo e não globalização

Há quem considere que a globalização tem de ser cavalgada pelo capitalismo e quem entenda que o nacionalismo deve substituir a globalização, aceitando o capitalismo. Duas vias, um só vencedor, o capital


                                                    Texto: Vítor Lima, Economista · 17 Fevereiro, 2017


A globalização é um longo processo no âmbito do qual se vem construindo a Humanidade. A Terra só se tornou conhecida nos seus principais contornos, com a integração das Américas, da Austrália e das ilhas do Pacífico, a que ficaram ligados os nomes de Colombo, Gama, Magalhães… O estabelecimento de rotas marítimas consolidou e densificou as relações comerciais, as trocas culturais, a miscigenação, sem que se deva esquecer o conspurco constituído por guerras, saques, lutas religiosas, escravatura, genocídios.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Um internacionalismo do século XXI, contra o capitalismo e o nacionalismo (1)



Carlos Taibo sintetiza a questão que se nos coloca, hoje. Ou ganhamos a consciência de que temos de sair urgentemente do capitalismo, regressando a lógicas de cooperação, solidariedade e apoio mútuo; ou entra-se num caminho de salve-se quem puder, com guerras, pobreza acentuada, desdém para com as alterações climáticas, com regimes fascistas e genocidas.
Sumário
1 - Uma (des)ordem económica e política
2  - A globalização é um processo
2.1 - Como o capitalismo vem cavalgando a globalização
2.2 - A instituição de um estado de excepção generalizado
3 - Os grandes promotores do desastre
3.1  - As ameaças vindas das classes políticas
4 – A leitura do contexto.
4.1 - As alternativas possíveis e as desejáveis
4.2 – O desenvolvimento do espirito do fascismo
4.3 – Um novo internacionalismo, precisa-se!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Economia, capitalismo e revolta (conclusão)



1 - O que é a economia?*
2 - Os economicistas, os escribas do capitalismo*
3 - O mercado e a irrelevância de quem trabalha*
4 - Globalização e mercantilização
5 - Estado e hierarquia
6 - Ideias para uma saída “disto”